Um país na contramão – participação da Sociedade

Um país na contramão – participação da Sociedade

Um país na contramão na participação da sociedade

 

Como é nos países desenvolvidos:
Sabendo que "o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente" (Lord Acton, historiador britânico), o governo federal divide suas atribuições e receitas com os estados e municípios para coibir a corrupção e aumentar a velocidade e eficiência das ações. Pautados pela participação, colaboração e proatividade da sociedade, consideram quetudo o que puder ser decidido e realizado pelo bairro, pelo município, pela região e pela sociedade civil organizada, não deve ser absorvido pelos órgãos públicos” (1).
Na Nova Zelândia, os City Councils (Conselhos da Cidade) estimulam a participação da sociedade na busca por solução para seus desafios, com ela debatendo até obter a aprovação para toda e qualquer proposta relativa à sua região. Fazendo uso da inteligência coletiva reduzem o custo do estado, a necessidade de vereadores, captam novas idéias e agilizam as ações. Um exemplo simples, com vários efeitos benéficos: em alguns países, o Estado transfere para a família a responsabilidade pela alfabetização de suas crianças.
 

E como é no Brasil:
Em uma sociedade historicamente passiva, acostumada a transferir para o governo ações e decisões que seriam suas, proliferam políticos populistas e paternalistas que decidem sem se importar com a opinião popular preocupados apenas em se locupletar.
Exemplos? Quem foi consultado para a aprovação dos investimentos bilionários em Cuba, Venezuela, Nicarágua e países africamos? E para a construção de Ciclo-faixas em São Paulo? Ou sobre sediar a Copa do Mundo e Olimpíadas? Ou sobre realizar investimentos trilionários no Pré-Sal? Passivamente aceita-se que não há verbas para Educação, Saúde, Segurança, Transporte, Infraestrutura. O povo, sem educação nem cultura, foi, facilmente, transformado em "rebanho".

 

"Dividir para somar e agilizar"  é muito diferente de "Dividir para governar".

 

(1) Frase do ex-governador do Estado de São Paulo, André Franco Montoro.

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2 Comments

  1. Miguel, é uma proposta.
    Eu cheguei a participar da Discussão do Orçamento Participativo, não me lembro quem era o governante.

    • É importante retomar este projeto para reduzir as atribuições do estado, resgatar o interesse e aumentar a participação desta sociedade passiva e conformista. Um país que ainda acredita em “salvadores da pátria” permite a concentração de poder nas mãos de poucos que só pode acabar em corrupção generalizada.
      Lute pela implantação gradativa de sua proposta de democracia direta.

Responder Leonel Cordeiro do Rego Filho Cancelar resposta

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