Um país na contramão – Esportes

Um país na contramão – Esportes

Um país na contramão nos Esportes

 

Como é nos países desenvolvidos:
O Esporte é considerado um dos pilares da formação do caráter do cidadão. Utilizam três modelos de prospecção e desenvolvimento de atletas: o modelo americano baseado nas escolas, o soviético baseado no Exército e o inglês baseado em clubes. No principal evento esportivo mundial, as Olimpíadas, iniciadas em 1920 na cidade de Antuérpia, Bélgica, já com 22 edições realizadas, comparam a eficiência de seus modelos. Em 1988, na cidade de Seul, Coreia do Sul, deram início às ParaOlimpíadas (Paralimpíadas a partir de 2102, pois o nome Olimpíadas pertence ao Comitê Olímpico Internacional), sempre realizadas logo após as Olimpíadas, com o objetivo de integrar os deficientes físicos, muitos vindos de países que passaram por revoluções ou guerras, tendo sido realizadas, até hoje, sete edições.

 

E como é no Brasil:
Excessivamente focado em apenas um esporte, futebol, o Brasil, definitivamente, não é uma potência olímpica. Seu melhor desempenho foi a décima sexta posição conquistada em Atenas, em 2004. Conquistou, nas 22 Olimpíadas, um total de 108 medalhas sendo 23 de ouro, ou praticamente uma medalha de ouro por Olimpíada.

No entanto, o Brasil, definitivamente, é uma grande potência paralímpica com vários recordistas mundiais nas diferentes modalidades esportivas. Sempre entre os melhores do mundo, nas Paralimpíadas realizada em Londres, em 2012, o Brasil conquistou 43 medalhas sendo 21 de ouro - quase igualando, em apenas uma única Paralimpíadas, o total de medalhas de ouro alcançado pelo Brasil nas vinte e duas edições das Olimpíadas.

Sem, em momento algum, menosprezar as brilhantes conquistas de nossos atletas paralímpicos, heróis pela dedicação e perseverança, faço duas ponderações:

  • Qual deve ser a meta de um país nas Olimpíadas?
    Resposta correta: Obviamente, classificar o maior número de atletas e conquistar o maior número de medalhas.
  • Qual deveria ser a meta de um país nas Paralimpíadas?
    Resposta correta: Não poder participar por não ter pessoas com deficiência física!

Seja por excesso de acidentes e violência ou pela falta de infraestrutura e saneamento básico, o Brasil tornou-se um celeiro de deficientes físicos e, portanto, de paratletas. Exemplo? Uma das principais estrelas paralímpicas brasileira, Alan Fonteles - que bateu o lendário atleta sul-africano Oscar Pistorius - é o atual recordista mundial nos 100 e 200 metros rasos. Alan nasceu na cidade de Marabá, no Pará, e pela falta de saneamento básico, ainda na infância, contraiu uma infecção intestinal que exigiu a amputação de suas pernas logo abaixo do joelho. 

 

Não só no esporte, o Brasil é um país que cresce em cima de suas deficiências. É um país que apenas administra os efeitos e não elimina as causas de seus problemas!
Aguardem 2016 para confirmar que, mesmo em solo brasileiro, continuamos a ser apenas uma potência… paralímpica, infelizmente.

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1 Comentário

  1. Olá Miguel, eu ouvi recentemente em uma entrevista que o Alan Fonteles teve um problema congênito. Veja no texto do “site” abaixo:

    “O paraense Alan Fonteles foi privado da capacidade de andar. Uma falha congênita não permitiu que suas pernas se desenvolvessem completamente e elas cresceram apenas até um pouco abaixo do joelho. Mas hoje, aos 16 anos, o menino que não poderia andar, corre. E como corre…”

    http://www.atletasperere.com.br/alan-fonteles.asp

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