Um país na contramão – Sistema Prisional

Um país na contramão – Sistema Prisional

Na contramão no Sistema Prisional

 

Como é nos países desenvolvidos:
Com o sistema prisional cumprindo sua função de ressocializar detentos, na Suécia, Holanda e Bélgica, alguns presídios estão sendo  desativados por falta de novos detentos. E os presídios restantes, ociosos, estão alugando as celas para alojar detentos de outros países.
Em alguns países o detento paga uma diária para custear suas despesas. Holanda, Alemanha e Dinamarca cobram 16 euros, ou R$56 por dia, isto é, por um mês na prisão terá que pagar R$1. 675 para o estado. 

Nestes países o crime não compensa em todos os sentidos!

 

E como é no Brasil:
Com a terceira maior população carcerária do mundo - e com cerca de 90% dos egressos do sistema penitenciário reincidindo no crime - o Brasil apresenta grande déficit "habitacional" no sistema prisional, sendo necessária a construção de novos presídios para alojar os milhares de detentos já condenados que aguardam um lugar para cumprir a pena como, também, para atender o número enorme de mandados de prisão ainda não  cumpridos.
Por razões obscuras, foi instituído, em 1991, o auxílio-reclusão a ser pago mensalmente para os dependentes do detento. Em 2015, o valor do auxílio-reclusão é  R$1.089,72, portanto 38% maior que o salário mínimo do trabalhador comum. 

No Brasil, o crime compensa até quando não dá certo!

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8 Comments

  1. Para melhorar, agora temos uma tentativa absurda de mandar para a prisão jovens com 16 a 18 anos de idade, em vez das medidas socio educacionais necessárias e garantidas por lei para os infratores menores de idade. Em outras palavras vamos entupir as prisões de condições subhumanas com jovens que agora farão sua pós-graduação em crime. Para os criminosos de verdade, que disponham de um bom advogado e dinheiro para tanto – prisào domiciliar e pulseirinha no tornozelo. O crime compensa e muito por aqui!

    • Mais que na idade do infrator, os problemas começam pelo sistema educacional jurássico e modelo econômico que não sabe o que é dignidade do trabalho passando por um judiciário “dois-pesos-duas-medidas” e terminando no sistema prisional “universidade do crime”.

  2. Quanto às prisões, entendo que antes de mais nada deveriam servir para afastar do convívio da sociedade elementos que tenham cometido crimes. Não é uma vingança. É apenas para que as pessoas inocentes possam viver. Só isso. As prisões não deveriam prioritariamente focar a ressocialização, como fim, de elementos criminosos mas sim ter como principal foco permitir que a sociedade possa desenvolver uma vida em paz, em liberdade e com segurança para todos.
    Quem estiver recluso deve sim pagar pelos crimes cometidos. A começar por garantir sua propria sobrevivência, na forma de produzir, pelo menos, o suficiente para garantir sua habitação e alimentos. Os crimes que tenham sido cometidos devem regrar a intensidade das penas. Cuidado se deve adotar, contudo, na relativização de seu teor. É importante considerar o aspecto qualitativo embutido em cada manifestação criminosa. O respeito aos deveres e direitos de todos não pode deixar de existir. Sou a favor da pena de morte para casos em que tenham sido cometidos crimes hediondos e de extender a faixa etaria para menores infratores de até 12 anos.

    • A função do sistema prisional é a ressocialização, sempre que possível, do detento. O isolamento é uma punição, mas também uma “quarentena” até que o indivíduo esteja recuperado e apto a voltar ao convívio na sociedade.
      Só que o péssimo desempenho do sistema prisional brasileiro é apenas a decorrência dos inúmeros erros cometidos nos sistemas anteriores – no educacional, no econômico, do trabalhista, no legislativo, no executivo e no judiciário.
      Com a péssima qualidade desses sistemas nunca concordaria em implantar a pena de morte no país! Seriam cometidos tantos “erros”, intencionais ou não, tantos inocentes seriam executados, que não faria sentido.

  3. Miguel, fico pensando se caso construíssemos prisões como as escandinavas, por quanto tempo elas ficariam íntegras.

  4. Meu pai (falecido) fazia parte do conselho de seguranca ai do Brooklin e quando foi nos visitar la em CPH, quis visitar uma delegacia para ver como era e trazer ideias para o conselho. Chegando la na delegacia, foi recebido por um policial que o cumprimentou e perfeito ingles, convidou-o para sentar num sofa, ofereceu cafe e agua e ficaram conversando. Ele pediu para visitar as celas e ao chegar la, ficou surpreso pois nao havia nenhum preso. O policial disse que o ultimo preso que teve la foi a alguns dias atras, pois tinha roubado uma bicicleta. E ai acabou a historia, meu pai voltou para SP sem as tais ideias, porque o problema nao esta no sistema prisional, esta na sociedade em geral.

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